segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sem chão

Foi assim que me senti na sexta-feira após ouvir "confirma-se o que eu suspeitava". Ela sabia e eu, de certa forma, também suspeitava, só não acreditei que fosse assim tanto. Custou muito ler aquelas palavras e aguentei as lágrimas dentro daquelas 4 paredes. Toda a viagem me perguntei porque isto me estava a acontecer a mim, enquanto sentia lágrimas pelo rosto, geladas. Gerou-se uma confusão na minha cabeça, a barriga doía e só me apetecia meter para fora o nada que tinha dentro do meu estômago. Pensava como poderia eu contar aos que me amam o que se estava a passar. Cheguei, carregada de um nervoso incontrolável, a chorar... "Então?", perguntaram... Bastou aquela palavra só para deixar todos desolados e em lágrimas. É uma enorme sensação de impotência. Custa muito ver o sofrimento que gerei à minha volta, estão todos em sofrimento por causa de mim. Não queria que isso acontecesse.
Eu... estou tranquila, mas mentiria se dissesse que estou bem. Sei que serei capaz e "ele" não me consegue vencer. Só ainda não consigo evitar as lágrimas sempre que alguém me diz "força". Aí o meu coração ainda treme e fico com um nó na garganta. Mas isso o tempo ajudará a que eu consiga dizer o quão forte eu vou ser nos próximos meses.
Não quis contar a ninguém além dos meus pais, avós paternos e ao meu namorado. Não quero que ninguém sinta pena de mim. Eu não estou doente, só tenho um corpo estranho dentro de mim que rapidamente será removido.
Tenho consciência do que me espera e do quão duro serãos os próximos meses, mas eu sou forte e vou prová-lo a todos os que gostam de mim. Comigo sei que terei sempre os que mais me amam. Obrigada a todos!! Mantenham-se comigo porque ainda que não admita, eu preciso de vocês.

PS: Se tiver coragem eu vou descrevendo os processos que passarei, talvez ajudem e deem força aos que possam estar a passar pelo mesmo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Labradores raçados para dar


É impressionante o instinto maternal dos animais. Hoje de manhã a minha cadelinha teve 9 bebés. Ela é raçada de labrador, muito meiga com quem conhece mas não deixa ninguém estranho entrar cá em casa. Devora bolachas, baba-se só de ouvir essa palavra. No próximo mês fará 3 anos. Nunca viu qualquer outro animal a parir e é impressionante como ela tem tratado os filhotes ao longo do dia. Lavou-os todos mal nasceram, está sempre a puxá-los para junto dela e a lamber rabito e o cordão umbilical que ainda resta no umbigo deles. O olhar dócil com que olha para nós, a alegria quando nos viu de manhã, a confiança ao deixar-nos pegar nas crias.. Impressionante como há animais mais inteligentes que pessoas.
Os bebés são para dar. Como nasceram hoje, primeiro dia de verão, só daqui a mês e meio, 2 meses estarão crescidos o suficiente para ser recebidos numa nova casa. Se alguém estiver interessado contacte pelo email catialmeida7@gmail.com